top of page

Por que Jesus precisou morrer? E por que isso muda tudo na nossa história?

  • Luciane Barbosa
  • 13 de set. de 2025
  • 3 min de leitura

Atualizado: 8 de dez. de 2025


Quando criança, muitos de nós nos perguntávamos:“Por que Jesus teve que morrer? Por que precisava ser o Filho de Deus? Por que a cruz?”


Essas perguntas são mais profundas do que parecem — e entender esse plano é essencial para entender a vida.


Assim como cidades em zona de risco têm um plano de emergência, a humanidade também possui um. Mas de nada adianta existir um plano se ninguém sabe como ele funciona.


A maioria sabe que Jesus morreu.

Alguns sabem que Ele ressuscitou.

Mas poucos compreendem o porquê.


Para entender a cruz, primeiro precisamos olhar para a nossa própria história.

1. De onde vem a necessidade de salvação?


No que os cristãos acreditam?

A história humana começa em harmonia.

Deus cria o homem e a mulher à Sua imagem, coloca-os em um ambiente perfeito e entrega a eles um privilégio único: viver em Sua presença.


O Éden não era apenas um jardim; era um estado de plenitude:

  • paz interior verdadeira

  • corpos incorruptíveis

  • ausência de dor, medo ou morte

  • relacionamento direto com Deus

  • uma compreensão limpa e sem trevas


Apenas uma única ordem havia sido dada.

Uma única árvore deveria ser evitada.A consequência da desobediência?“No dia em que comerdes, certamente morrereis.”


Então, o inevitável aconteceu.

Eles comeram.

E o mundo mudou.


A ordem perfeita foi quebrada. A corrupção entrou.

A morte se tornou parte da existência humana.

E, junto dela, a angústia, a insegurança e o vazio que todos sentimos.


Não apenas o corpo adoecia — a alma também.


A humanidade inteira herdou essa condição:

  • um coração inquieto

  • uma alma faminta

  • um senso constante de falta

  • e uma inclinação natural ao erro


É por isso que nunca conseguimos preencher o vazio com nada que este mundo oferece. Quanto mais buscamos satisfação desordenada, mais vazios ficamos.


2. A dívida espiritual


A ruptura no Éden gerou uma dívida — não financeira, mas moral e espiritual. O decreto era claro: morte.


A morte eterna é a separação definitiva de Deus.

E como todos herdamos a mesma natureza caída, nenhum ser humano teria condições de salvar outro.


Nem anjos.

Nem obras.

Nem boas intenções.

Nem espiritualidade genérica.


A justiça divina exigia um inocente. Mas não havia inocentes entre nós.


3. A entrada do Salvador


Na “plenitude do tempo”, quando:

  • o mundo estava culturalmente conectado,

  • uma língua comum permitia comunicação ampla,

  • e rotas facilitavam o anúncio das notícias…


Jesus veio.


O Filho de Deus entrou na história humana como um de nós — mas sem herdar a nossa condenação.

Ele veio para:

  • revelar a verdade perdida desde o Éden,

  • expor a realidade espiritual,

  • demonstrar o Reino através de milagres,

  • e executar o plano eterno de resgate.


A dívida era de morte.

Então Ele morreu.

O único perfeito pelo imperfeito.


Mas não ficou preso ao túmulo.

Ele ressuscitou — para completar o plano e garantir que um dia também seremos ressuscitados.


Ele foi o primeiro.

Nós somos convidados a segui-Lo.


4. Por que isso transformou a vida dos primeiros cristãos?


Porque eles não acreditavam apenas em histórias.

Eles experimentaram.

Viraram testemunhas vivas de milagres e da presença real de Deus.


Eles sabiam que:

  • esta vida não é o fim,

  • a morte não tem a palavra final,

  • e o Reino é uma realidade maior do que qualquer dor presente.


Foi essa convicção que os fez enfrentar arenas, fogueiras, perseguições e torturas sem negar sua fé.


Eles haviam reencontrado o que Adão e Eva perderam no jardim:a vida que flui da presença de Deus.


5. O que exatamente foi perdido — e restaurado?


No Éden, o ser humano perdeu:

  • a vida plena

  • o relacionamento direto com Deus

  • a paz interior

  • a alegria verdadeira

  • o propósito natural

  • a identidade espiritual

  • o acesso à eternidade


Jesus veio para restaurar tudo isso.

É por isso que Ele declara:

“Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida.”

Ele é o caminho de volta ao Pai.

Ele é a verdade que ilumina nossa condição.

Ele é a vida que havíamos perdido.


Mas, assim como no Éden, a confiança é necessária.

É preciso crer em Suas palavras e dar o passo de fé.

E quando isso acontece, Ele mesmo se revela ao coração.


6. O convite continua vivo


A salvação não é uma ideia, uma filosofia ou um conceito teológico.

É um encontro real com o Criador por meio do Filho.


Quando você entende o plano, a cruz deixa de ser um símbolo religioso e se torna:

  • o acesso

  • a porta

  • a ponte

  • o escape


O escape da condenação eterna.

O escape do vazio existencial.

O escape da perda do propósito.

O escape da vida sem paz.

Jesus é esse escape.

Comentários


bottom of page